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domingo, 27 de janeiro de 2013

Prevenção

  • Adquirir aves sadias, que sejam de uma criação confiável, que se encontram em bom estado físico.
  • Local onde ficará a ave deve ser confortável : tamanho proporcional ao número de aves. Preocupe-se com a luminosidade, ventilação e temperatura do ambiente.
  • Mantenha uma rotina de limpeza do seu plantel : limpe diariamente a bandeja da gaiola, lave os potes, utensílios usados pelas aves; gaiolas e poleiros podem ser lavados semanalmente.  Manter o local sempre limpo, evitando-se dessa forma, o acúmulo de restos alimentares, fezes, etc.
  • Ofereça à suas aves água filtrada e renove-a diariamente, não deixe alimentos expostos por muito tempo nas vasilhas sem serem trocados, etc.)  Alimento à base de ovo, como é feita a farinhada caseira, deve ser fornecido às aves e retirado no mesmo período do dia para que nao venha a deteriorar-se, ocasionando diarreia/intoxicação nas aves. 
  •  Alimentação : de qualidade adequada para as diferentes fases da criação, esteja atento sempre à validade dos produtos. 
  •  Lave bem as mãos com água e sabão antes de cuidar e pegar suas aves.
  •  Apesar de ser resistente ao frio, a calopsita deve ficar distante de correntes de vento, mesmo nos dias quentes. 
  •  Exames preventivos são importantes : consulta rotineira ao veterinário para exames clínicos e laboratoriais (fezes, etc.)
  • Quarentena - período pelo qual a ave recém chegada passa isolada antes de ter contato com as demais aves do plantel, que pode ser de aproximadamente 30 dias, para  saber se aquela ave vai ou não manifestar eventual doença. Sendo a ave adquirida de loja, esse cuidado deve ser levado ao pé da letra, o que pode incluir exames clínicos e laboratoriais para garantir a saúde da mesma.  Doenças transmissíveis através do ovo são mais difíceis de serem diagnosticadas, pois aparecem quando a ave é ainda muito nova, ou na época de reprodução.
  • Respeite o horário de dormir da ave, independentemente se for domesticada ou não.  Elas adormecem ao anoitecer, isto é, a partir das 18h30/19h00 devem estar descansando em suas gaiolas, em local tranquilo, sem luminosidade.
  • Ao relacionar-se com a ave, procure não fazer movimentos bruscos que a assuste.  As crianças pequenas e ainda não acostumadas a ter uma ave devem ser orientadas em como pegá-la e a interação com a mesma deve ser feita apenas sob supervisão de um adulto.  Orientar a criança para não gritar, bater na gaiola, enfim, atitudes que assustam a ave e acabam estressando-a, deixando-a desconfiada com seu dono.  Temos dois tópicos muito bons para sua leitura chamados ATITUDES COMPORTAMENTAIS e COMO RELACIONAR-SE COM SUA AVE Não deixe de ler!
  • Aves quando soltas não devem ser deixadas sozinhas, sem supervisão. Acidentes domésticos são comuns de ocorrer nesse momento.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Filhote de calopsita com defeito físico: como cuidar?



É provável que os pais tenham rejeitado o filhote por conta do defeitinho na perna. A senhora deve cuidar do mesmo com a alimentação manual com Alcon Club Papa para Filhotes Psitacídeos, na diluição mais rala. A frequência alimentar deve seguir o tempo de digestão do alimento, verificando-se o papo do animal: quando o papo estiver vazio novamente é hora de uma nova refeição (no começo são aproximadamente seis refeições por dia, dependendo do animal). A quantidade a ser oferecida deve encher o papo, porém sem deixá-lo muito túrgido.
Mantenha o animal em uma caixinha de papelão. Se a temperatura ambiente estiver muito fria, deixe uma lâmpada de 60 W, pelo lado de fora da caixa para aquecê-lo. Se possível, utilize uma lâmpada específica para isso, fosca na superfície, que não ilumine tanto o ambiente durante a noite.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Amansando a calopsita arisca

O PROCESSO SEM ASAS APARADAS
Quando o dono da calopsita opina por não aparar suas asas, o processo de amansamento fica bem mais difícil, mas não é impossivel. O primeiro passo é começar a se aproximar da ave, sem fazer movimentos bruscos para que ela não se assuste. Se aproxime da gaiola e converse com ela, assovie musiquinhas e imite seus movimentos; parecem coisas bobas, mas fazendo isso, a ave vai começar a te enxergar como um "membro do bando dela".

Depois que ela deixar você se aproximar da gaiola, ponha a sua mão dentro da gaiola com a comida preferida dela. Espere com a mão bem proxima dela, até que ela suba na sua mão para comer. Não mexa a mão! Isso pode demorar semanas, mas é preciso tempo, dedicação e paciência!
Depois de ela ssubir na sua mão, repita muitas vezes, até que você ponha a mão vazia na gaiola e ela suba. Depois, com janelas e portas fechadas, tire ela da gaiola e ponha no ombro, se ela aceitar, você já tem uma calopsita mansa!


O PROCESSO COM ASAS APARADAS 
Com as asas aparadas, esse processo fica bem mais rápido e fácil.
Depois das asas aparadas, é só colocar a ave em um playground e deixá-la lá o dia todo, para que se acostume com o movimento que vai conviver. Você pode oferecer o dedo ou a mão para ela subir. Evite assusta-la! Ofereça comida na mão, para que ela aprenda que sua mão não é perigosa.

Ponha ela no ombro e interaja com ela, em poucos dias terá uma calopsita mansa!  
  

domingo, 25 de novembro de 2012

Peito Seco


Peito Seco assusta com razão, mas... Peito Seco NÃO é uma doença. Entenda como a ave chega à situação de “Peito Seco”. É preciso muita dedicação de dono para salvar sua ave quando ela chegou ao estado de “Peito Seco”. Previna-se observando e fazendo inspeção diária na sua ave. Todos nós sonhamos e temos pesadelos, às vezes. As calopsitas também. Entre aves, o Pânico Noturno, parece acometer apenas as calopsitas. A perceber que sua ave está tendo um ataque de Pânico Noturno acuda-a, prontamente. Peito Seco: Qual doença é esta? Muita gente confunde PEITO SECO com doença. Peito seco não é doença, mas sim, a consequência de um problema que já estava ocorrendo. “Peito Seco é um sinal clínico que indica caquexia ou fraqueza crônica e progressiva. Mal estar, perda de apetite e desgaste que levam ao consumo das reservas de energia e gordura e, por fim, da musculatura peitoral. Quando a ave já está com “peito seco” ainda tem cura? Existe inúmeras causas para o “peito seco” que é considerado um quadro grave e até terminal para a ave. Se o diagnóstico for feito rápido e iniciado um tratamento intensivo, com muita dedicação do dono, ainda é possível a cura” (informação dada pela Dra. Soraya Málaga). Pânico ou Terror Noturno: Calopsitas podem ser acometidas por pânico à noite. Possíveis causas: Reflexos de luz, movimento de cortinas, movimento de papéis no fundo da gaiola, ruídos, insetos e, prováveis sonhos. Como reagem: Entram em pânico e se debatem contra as grades da gaiola. Conseqüências: Ferimentos de gravidade variada, conforme o tempo de duração do susto. Se uma calopsita entra em pânico faz com que as outras também entrem e todas se debatem. Providências a serem tomadas: O dono deve acudir, imediatamente. Muitas vezes, é necessário pegar a calopsita e segurar na mão até que ela se acalme. Sugestões: Evite a escuridão total. Mantenha uma luzinha de corredor. Não deixe calopsitas dormirem soltas dentro de casa . Coloque-as em gaiolas, pois em caso de terror noturno elas podem se jogar contra as paredes e morrer. Já tem sido presenciado casos em que a calopsita está dormindo tranquila no colo do dono durante o dia e, de repente, é acometida do “terror noturno”, o que dá indícios de tratar-se de pesadelo. Não há remédio a ser dado. O “terror noturno” ainda está sendo estudado.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Desvios de Comportamento

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As Calopsitas são sempre muito cuidadosas, atenciosas e carinhosas com suas crias, porém, o criador deve sempre ficar atento a possíveis transtornos... Uma ave estressada, inexperiente ou interessada em uma nova postura, pode mudar seu comportamento com os filhotes e ser até agressiva com eles... Por isso, acompanhe cada detalhe. A seguir, citaremos algumas situações que podem ocorrer e dicas de como agir...

Mutilação aos Filhotes

Esse é um comportamento muitas vezes iniciado por pais estressados ou que desejam iniciar uma nova postura; dessa forma, quando tentam expulsar os filhotes e não conseguem, começam a feri-los. Por último, e não menos importante, um ambiente não confiável e muito movimentado e/ou barulhento, pode gerar esse comportamento agressivo.

Uma vez iniciada esse hábito de mutilação, os pais normalmente o repetem em crias futuras. Portanto, ao identificar o início de uma mutilação, separe os filhotes dos pais imediatamente, e os alimente de forma manual.

O que caracteriza a mutilação? A mutilação acontece quando o filhote tem a pena e/ou canhão arrancados, apresenta sangue no local e costuma ser um filhote sempre choroso. Observe esses sintomas.

Não devemos confundir a mutilação com o ato dos pais de limpar os filhotes, ou seja, nesse caso, podem faltar algumas penas, principalmente no topete ou no pescoço do filhote, mas em proporções muito menores ao da mutilação.

Em casos que o criador demora a identificar, a situação pode se agravar tanto, que pode afetar o nascimento de novos canhões; devido à destruição do folículo, que dá base ao canhão.

Como forma de prevenção: evite tudo o que pode causar qualquer tipo de estresse na ave... Como por exemplo: mudanças na posição da gaiola, poucas horas de sono, pouca comida disponível, locais com muito barulho, movimento ou outros animais; caso perceba que os pais estão começando a "namorar" novamente, retire os filhotes e os ninhos, pois ao começar o processo de postura, os pais tentarão retirar os filhotes da cria anterior e gerar esse comportamento agressivo. Lembre-se que, o importante é a prevenção e o acompanhamento.

Caso seus filhotes tenham sofrido mutilação pelos pais, leve-os ao veterinário. Não tente medidas caseiras ou automedicação; nesse momento, somente um especialista saberá, de acordo com as devidas proporções, como realizar o tratamento.

Filhotes ou Ovos expulsos do Ninho

Diversos fatos podem ocorrer, para que um ovo ou um filhote caiam do ninho. Faz parte da responsabilidade do proprietário, observar e analisar o que deve ser alterado.

Muitas vezes, um ninho não apropriado para Calopsitas, pode causar rolamento do ovo da sala para ante-sala (onde deveria haver uma barreira), e assim, os pais ao passarem por ele para sair do ninho, podem acabar por derrubá-lo; outras situações podem acontecer, mas somente para que você entenda, que nem sempre um ninho quebrado no fundo da gaiola, foi proposital... Assim como com os filhotes, nem sempre serão os pais os responsáveis, pois, dependendo da idade do filhote, eles se movimentam bastante durante todo o espaço e podem acabar tentando sair do ninho, principalmente, se o mesmo não possuir nenhuma barreira, como citado anteriormente.

Ás vezes, a ave vai realmente expulsá-los do ninho, e nesse caso, a lista de opções para esse comportamento é bem maior. Por exemplo, a fêmea ao perceber um ovo não galado, poderá tirá-lo do ninho para início de um novo processo reprodutivo, assim como com o filhote. Estresse, como temperaturas muito altas no ninho, muito barulho, grande movimentação, etc., poderão causar a mesma atitude neles.

Postura Crônica de Ovos

Esse assunto, apesar de pouco conhecido por algumas pessoas, são extremamente comuns para proprietários e criadores de Calopsitas e Agapornis.

No período de reprodução, a fêmea utiliza de suas reservas de cálcio, proteínas e minerais, não somente para a ocasião de postura, como para se manter durante todo esse tempo.

Porém, é necessário entender que, para iniciar uma postura crônica, a fêmea não precisa ter copulado anteriormente. Ou seja, se a fêmea achar estímulo para procriação, ela irá começar a postura e o dono deverá saber como agir nesse caso. Por isso, é importante saber o que fazer e não fazer, para que a sua calopsita não se sinta estimulada a procriar... Pois, esse instinto todas tem, mas ao encontrarem "motivo", vão fazer, em qualquer idade, qualquer local e até sem parceiro, o que causa um tremendo desgaste para a ave...

Então, saiba como agir de forma preventiva e, também em casos que a fêmea já iniciou uma postura crônica:

* A alimentação é um fator importantíssimo como forma de prevenção; Lembre-se sempre de que a alimentação oferecida deverá ser balanceada, rica em nutrientes, vitaminas, cálcios e minerais. Aposte em sementes, farinhadas, rações extrusadas, verduras, legumes e frutas frescos sempre. Dúvidas no que pode oferecer a sua calopsita? Consulte nosso tópico de Alimentação.

* A luz natural faz com que sejam liberados os hormônios que incentivam a procriação nas aves; sendo assim, reduza o tempo de luz que ela recebe. Num dia normal, a calopsita receberá de 6 a 8 horas de luz natural; nesse caso, mude a posição da gaiola, talvez até para outro cômodo que tenha menos incidência de luz ou cubra a gaiola.

* Faça alterações na gaiola... Mude-a de ambiente, troque os poleiros, comedouros e bebedouros de lugar, os brinquedos, etc.; isso causará uma distração positiva na fêmea.

*Nunca deixe a disposição da fêmea solteira, itens que possam lembrar um local de choco, como ninhos, caixas, cabaninhas, bacias, potes grandes, etc. Se sua calopsita fica solta, ela poderá utilizar de outros locais para fazer um ninho, como debaixo de armários, parte de trás de portas, armários, racks, etc.; Por isso, se ela já iniciou uma postura em algum local fora da gaiola, retire-a do local e a deixe por um tempo na gaiola. Caso ela tenha iniciado uma postura dentro da gaiola mesmo, as duas medidas acima deverão ser aplicadas.

* O veterinário deverá ser sempre uma opção para você em qualquer situação; mas nesses casos de postura crônica, devido ao desgaste causado, o ideal é que ela possa ser avaliada rapidamente por um especialista em aves. Consulte nosso veterinário parceiro.

Pode acontecer que mesmo seguindo todas as orientações acima, sua ave continue a por os ovos ou inicie-o. Por experiência, sempre recomendamos que os ovos não sejam retirados da fêmea, pois devido ao desejo natural de procriação, quanto mais ovos forem retirados, mais ela colocará para repor. Deixar com que ela choque os ovos, fará com que sinta saciado o seu desejo de procriação, pois teria completado todo o ciclo. Dessa forma (como um ovo desse tipo não está galado, ou seja, fecundado), em aproximadamente 20 dias, ela perceberá isso, e abandonará os ovos por conta própria.

Outra medida que também pode trazer resultados positivos, é logo após a postura do 1º ovo, o dono inserir ovinhos artificiais no ninho. Pois como uma fêmea costuma pôr de 4 a 7 ovinhos, ela entenderia já ter uma quantidade suficiente e colocaria no máximo mais 2 ovos.

Independente da forma que você decidir ajudar a sua calopsita nessa etapa, nunca se esqueça de fornecer bastante cálcio a ela. Seja em bloco, ossos de siba ou em líquido, é importantíssimo que ela tenha reposto todo o cálcio gasto com essas posturas.

Como foi mencionado anteriormente, mas que vale reforçar, observe sempre se sua calopsita que vive solta está passando muito tempo em algum determinado local da casa. Pois às vezes, quando menos esperamos, ela já encontrou um estímulo e inicia uma postura. Isso acontece com maior facilidade em aves que vivem soltas, devido a essa possibilidade de explorar diversos locais, diferentemente de aves que vivem em gaiolas a maior parte do tempo.