- Por ser muito fácil de criar, é recomendada para iniciantes e para quem quer ter pouco trabalho. É
- resistente a doenças. São aves fortes, que raramente adoecem. Com tanta saúde, a Calopsita
- vive muito e comumente morre de velhice.
- Outra facilidade dessa ave é a procriação. Por ser criada há muito tempo em cativeiro, a Calopsita
- já está predisposta a reproduzir fora do ambiente natural sem grandes exigências. Não que a ela
- se dispense todas e quaisquer exigências para acasalar e botar ovos, mas as poucas de que
- precisa, além de serem simples, já são conhecidas, eficientes e estão divulgadas em literatura.
- São pássaros que requerem muito tempo e muita atenção, mas isso não significa que você se
- desfaça dele para adquirir outro pássaro. Você realça sua família com esse pássaro.
- A Calopsita geralmente mede 30cm de comprimento e pode viver bons vinte anos, se for bem
- cuidada, com dieta balanceada e atividades.
- Sua dieta consiste de sementes, frutas frescas e muita água fresca. Não é inconveniente, é um
- pássaro reacionário. São ótimos pássaros e podem ser deixados sozinhos por curtos períodos de
- tempo.
- Uma coisa sobre elas é que, como todos os pássaros, elas podem lhe bicar. Outra característica
- deste maravilhoso pássaro, é a sua fácil adaptação com aves de outras espécies inclusive
- menores do que ela (caso o viveiro tenha o espaço necessário), pois a calopsita não tenta
- dominar o local, afugentando as outras aves dos poleiros ou ninhos.
- Permite compor viveiros com diversidade de espécies, em especial pássaros de menor porte,
- como o periquito australiano e o diamante-gold.
- Ativa e brincalhona, parece mesmo ser uma ave feliz. Estão sempre brincando, pulando de um
- poleiro para outro, subindo na grade ou divertindo-se na banheira.
- É muito gratificante ter Calopsitas, elas estão sempre em movimento, alegrando o ambiente. E
- mesmo sendo adepta a muitas brincadeiras, não costumam ser destrutivas. Diferente de alguns
- Psitacídeos que roem os poleiros e os brinquedos, a Calopsita não é de estragar os objetos que
- usa.
- São aves monogâmicas, que devem ser criadas aos pares.
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sábado, 14 de julho de 2012
COMPORTAMENTO
sábado, 7 de julho de 2012
Entenda os sinais e a linguagem de sua calopsita. Capte suas mensagens. Veja as dicas relacionadas.
As calopsitas, às vezes, gritam. Dão verdadeiros berros! Será que estão querendo dizer algo? Não é só índio que pratica canibalismo. As calopsitas também podem vir a praticá-lo. Se isto acontecer é preciso ação imediata e tratamento adequado. Stress não é mal exclusivo do ser humano. Calopsitas também sofrem de stress. Além de causas físicas o stress delas pode estar relacionado com ciúmes, falta de atenção e carinho. O que faz as aves se auto-mutilarem? Será que são masoquistas? Não! Cropofagia. O que é isto? |
O que aconteceria se você se apaixonasse por um (a) estrangeiro (a)? Provavelmente, para não perder seu amor você teria que aprender o idioma dele, porém enquanto não conseguisse aprender, encontraria nos gestos a forma de comunicação. Está certo este raciocínio? Partindo do princípio que sim, eu lhe pergunto: Como entender sua calopsita se ela ainda não pode usar as palavras para se comunicar? Estamos diante do enígma chamado COMPORTAMENTO. Vamos tentar desvendar um pouco da linguagem do seu amiguinho? As formas de comportamento da ave são dicionários, são trilhas para que possamos entender o que se passa com elas. Vamos ver os sinais? Asas abertas, cabeça para baixo, bum bum para cima: demonstração de alegria ou “exposição da própria figura” (se mostrando). Esta atitude quer dizer que sua calopsita deseja “aparecer”, ser notada. Faça com que ela veja que você a notou. Aplauda, diga que as asas dela são lindas, que ela é maravilhosa e que você a ama. Faça-a perceber seu entusiasmo. Arrepio nas costas (como se fosse um gato) e um sacolejo após o arrepio: Ela está espantando a tensão. Berros: Ela pia e grita. Grita alto. Está reclamando. Algo não está como ela quer que esteja, ou ela quer algo que não foi feito, ou seja: está descontente e, provavelmente, vai gritar até conseguir o que quer. Pode até desistir, porém vai levar dias e dias para desistir. Você deve descobrir o que a incomoda, ou o que ela deseja e fazer a sua vontade se quiser paz. Pode tentar distrair a atenção dela com algo que ela goste muito de comer. Costumam gritar também por ciúmes, ou para chamar sua atenção para uma situação que ainda nem ocorreu. Pios baixinhos: Se seu amiguinho deu pios baixinhos em situações especiais preste atenção. Situação 1. Ele está tomando algum remédio, você o medicou à noite e está indo dormir quando ouve seu pio sutil: esta atitude quer dizer que ele está chamando você de volta, pedindo-lhe que fique com ele, que não o deixe sozinho. Talvez esteja com medo, com dor ou com mal estar e se sente seguro e protegido com sua presença. Situação 2. Se houve tempestade e trovões fortes. Ele pode estar com medo e quer companhia. Situação 3. Se há outras calopsitas no mesmo viveiro ou gaiola e alguma está passando mal. Uma delas pode piar (pio mais intenso) para lhe avisar que você deve ir prestar socorro. Em quaisquer circunstâncias que sua calopsita der pios fora do contexto, fique atento. Provavelmente, ela deseja lhe avisar sobre algum fato. Stress: A ave está sonolenta (depressão), as penas fechadas mostrando um corpinho esguio (susto), as asas semi-abertas, o topete mais para cima (susto). Ela não presta atenção em você, está apática, asas caídas ao longo do corpo (depressão ou doença), ou concentrada em algum ponto (susto). Ela pode ficar estressada após você ministrar alguma medicação à força no bico, após ser manuseada, após ter sido transportada, após ter caído ou após ter passado por situação da qual não gostou. Deixe-a descansar, de preferência na penumbra e no silêncio. Ela pode mostrar os sinais de susto por manuseio, por medo de pessoas ou animais (até por ver o gavião voar ao longe), por medo de objetos e até por medo de tempestades. Procure afastá-la do que causou o medo e o susto. Cropofagia é o ato de comer as fezes. Se sua calopsita está comendo as próprias fezes, ela está com cropofagia. Mas por que isto acontece? Acontece com aves mal nutridas que têm o hábito de consumir apenas sementes e que estão com carência de vitamina B. A falta de vitamina B provoca andar inseguro, tonturas, convulsões, cropofagia, etc. Providência: Acostume sua ave a comer verduras e legumes de cor verde escura (couve, brócolis, jiló, catalônia etc.) e, com certeza, não precisará recorrer a medicamentos. Agressões a bicadas e canibalismo: A ave agride por causa de medo, para defender seu território, por razões sexuais ou mudanças hormonais. Se as causas das bicadas são esporádicas, tipo: passou por medo só bicou na hora do ocorrido, não há motivo para preocupação, pois é normal, no entanto uma ave que agride a outra com frequência e com intenção de machucar, matar ou intenção de arrancar pedaços, aí sim, há motivo para preocupação. Esta ave deve ser isolada e submetida a tratamento. Problemas de território podem ser corrigidos com florais. Problemas de território é quando a ave acha que manda no viveiro e tenta impedir as demais aves de circularem pelos poleiros mais altos. Ela se posiciona como mandona e pode agredir para ser obedecida. Uma boa forma é colocar a ave numa gaiola separada e deixá-la, alguns minutos, sozinha em algum cômodo (castigo) para que ela perceba que não manda no espaço, mas não vá esquecê-la por lá, viu? Quando há evidência de canibalismo (ave que arranca pedaços de outra), deve-se procurar o veterinário com urgência para que providências sejam tomadas e, se necessário, colocar na ave o “colar elizabetano” até que ela mude o comportamento. Auto-mutilação: Os fatores que levam a auto-mutilação podem ser: stress, parasitas, disfunção hormonal, má alimentação. No início a ave começa a se coçar em excesso, depois passa a arrancar as penas, principalmente as das coxas, do peito e do abdômen. É necessário boa higiene, carinho, vitaminas e consulta com um veterinário para tratar as causas e os ferimentos, usando, talvez, o colar elizabetano como coadjuvante na cura. |






