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domingo, 12 de agosto de 2012

Onde colocar a gaiola ou viveiro

Costumo dizer que a gaiola ideal para sua Calopsita é a maior que seu dinheiro puder comprar. Quanto mais espaço tiver, mais feliz será sua Calopsita!

As Calopsitas vivem em média 15 a 20 anos, imagine se colocarmos nossas aves em uma gaiola inadequada, o sofrimento que causaremos a elas.

Eu recomendo o modelo de 0,70m x 0,60 x 0,40m como a da foto ao lado, porém quanto maior melhor.

Hoje encontramos gaiolas para Calopsitas na maioria dos aviários, mas é importante que a gaiola seja realmente para Calopsita e não para Papagaio, pois esta tem a malha muito larga, dificultando a locomoção da ave dentro da gaiola podendo inclusive causar lesões em sua ave.

Gaiolas redondas também não são aconselhadas, pois a Calopsita perde a orientação espacial e isso acaba causando distúrbios de comportamento. O ideal é que seja quadrada ou retangular

Pode parecer exagero uma gaiola grande, mas quando pensamos que além de todos os potes e tigelas ainda precisamos colocar brinquedos para que a Calopsita ocupe o seu tempo, pois ela é muito brincalhona, percebemos que não é exagero e temos vontade de construir logo um viveiro, mas isso é um assunto do próximo tópico.

Qualquer dúvida que você tenha, fique a vontade para entrar no nosso Fórum e teremos o maior prazer em ajudar!

Gaiola ou Viveiro?

Mesmo que as calopsitas sejam criadas soltas em casa, precisam de um
espaço para sua acomodação sendo necessário manter sempre um lugar para
que ele possa descansar e se alimentar.
A ave deverá ter um pequeno local onde possa ter abrigo com poleiro e
proteção.
Caso o criador opte pelo sistema de criação em gaiolas, deve-se dar
preferência sempre aquele com maior comprimento, permitindo assim o
exercício de vôo e seus exercícios de alongamento.
O tamanho aconselhável para o abrigo de um casal é: 1,00 x 0,40 x 0,50
(CLA) e podem ser adquiridos em comércio especializado ou confeccionado pelo

próprio dono com tela rígida de arame galvanizado (solda a ponto) ou malha ao
seu gosto.
Essa gaiola deverá de preferência ser fixado em local ventilado (sem
correntes de ar) e se possível recebendo sol pela manhã.

Kit Emergência

Medicamentos básicos pra uma emergência:

(1) Pó Antisséptico AH da empresa Limpinho - ele é coagulante. O melhor dos melhores. É
o único que consegue coagular rapidamente, sem infectar a ferida, mesmo decorrente de
corte errado de unhas e sangramento em canhões de pena.
(2) Hidrovit ou Glicopan - possui vitaminas e aminoácidos na fórmula, além da dextrose. É
muito útil em casos de intoxicação, e de casos agudos de stress. Também auxilia aves que
estão sem comer há muito tempo.
(3) Novo Merthiolate - o melhor anti-séptico disponível nas farmácias. Limpa a ferida sem
arder, e sem atrapalhar a cicatrização. Parece que o spray anti-séptico da Johnsons e
Johnsons segue o mesmo princípio ativo.
(4) Soro fisiológico - para a limpeza de feridas e olhinhos.
(5) Algodão, toalhinha para segurar a ave.
E só. Antibióticos, colírios e demais remédios são usados apenas em casos específicos,
portanto, não se enquadram como emergência. O melhor é levar a ave a um veterinário ou
a alguém que conheça bem a criação de calopsitas antes de usá-los.
Note que os itens estão em ordens de importância. O coagulante é bom ter em casa, por
causa da facilidade com que a Calopsita sangra nas penas da asa. Nada pior do que ficar
desesperado sem saber o que fazer nessas horas, tentando parar o sangramento!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

POLAINAS DE CASCA NOS PÉS E NAS PERNAS

POLAINAS DE CASCA NOS PÉS E NAS PERNAS
Aparecem sob a forma de cascas, parecendo uma bota ou cobertura, que cobre os dedos e toda a canela das aves, dificultando a articulação, e pode levar à atrofia e à paralisia dos movimentos do pé.
É provocada por ataque de ácaros e pela falta de higiene e de banho. Quando é muito grave, chega a forçar e prender a movimentação do anilho, que terá que ser retirado imediatamente para evitar-se a gangrana.
Como profilaxia deve-se manter a gaiola o mais limpa possível, notadamente os poleiros, e propiciar condições para que a ave tome banho todos os dias.
Na terapia, uma única vez, usar-se como tratamento tópico o seguinte procedimento: colocar o pássaro no contentor e banhar em água morna os pés e as canelas, para amolecer as cascas. Após isso, passar pomada que contenha bastante óleo e friccionar levemente com os dedos as áreas atingidas, até que o material da polaina se desprenda. Tomar todo o cuidado para não forçar e na pressa arrancar a pele. Em seguida cortar as unhas, se necessário, e passar pomada desinfetante, antibiótica, fungicida e inseticida.
É importante também que se pulverize periodicamente a ave doente com solução de algum inseticida/fungicida direcionando o jato para os pés.

Chamamos de Pevide à crosta que se forma na extremidade da língua de alguns pássaros, reflexo de uma inflamação que está associada a hipovitaminose.

PERDA DE VOZ - ROUQUIDÃO

PERDA DE VOZ - ROUQUIDÃO
As aves têm um órgão fonador chamado siringe, que é encontrada na bifurcação da traquéia em brônquios primários. Quando a ave tem rouquidão é porque alguma coisa nasce nesse local, impedindo-a de liberar o som com todas as variações. Pode ser uma inflamação por ácaros, por viroses, por bactérias e mycoplasma etc.
Doença ocasionada por vairos motivos, entre eles pela conseqüência de um resfriado forte por exposição da ave a corrente de vento ou comida gelada, alem de fungos suspensos e ambientes muito úmidos e por exposição a ar condicionado.
Os sintomas são: voz fanhosa, perda total da voz, respiração ofegante, chiado na respiração, um intermitente abre-fecha do bico e intensa dificuldade para respirar.
O diagnóstico é a simples observação do canto da ave e notar a evidente diferença para a voz normal.
A profilaxia é não expor o pássaro à corrente de vento, não sair com a ave nos dias em que estiver ventando muito, não permitir que cantem de forma exagerada, notadamente após os torneios, bem como fechar devidamente os vidros do automóvel nas viagens para passeios.
Alem disso, não colocar as gaiolas das aves em contato com paredes úmidas e mofadas, principalmente em banheiros, cozinhas e finalmente nunca manter aves debaixo de ar condicionado.
Como terapia, dependendo da causa, usam-se os remédios homeopáticos Alium-sativa, própolis, antibióticos e quimioterápicos,vitaminas etc.
Quando a doença estiver associada à dificuldade para respirar, ministrar antibiótico à base de cloranfenicol, eritromicina, norfloxacina e tilosina, que seria o tratamento para à base de cloranfenicol, eritromicina, norfloxacina e tilosina, que seria o tratamento para a DRC (doença respiratória crônica), mycoplasmose (melhor tratamento é a tilosina). É importante que se façam nebulizações diárias utilizando 4 ml de soro fisiológico e 4 ml de antibiótico à base de tilosina.
Para o ataque de ácaros, as soluções são inseticidas com piretrina e o medicamento ivermectin. Para o ataque de fungos, ministrar fungicida na água por até 15 dias.
Se for um macho muito cantador, é fundamental ainda que se obrigue a ave a parar de cantar colocando-se duas fêmeas frias uma de cada lado da gaiola a uma distância de dez centímetros. A verdade é que, infelizmente, quase sempre não se consegue a cura completa. A voz é prejudicada e a ave fica meio fanhosa para o resto da vida.